Cuide de seus olhos

Dia Nacional de Combate ao Glaucoma

A doença, que acomete quase quatro milhões de brasileiros, raramente apresenta sintomas

Considerada a segunda maior causa de cegueira no mundo, perdendo somente para a catarata, o glaucoma é considerado um dos distúrbios mais traiçoeiros da oftalmologia, por afetar a visão lentamente e raramente apresentar sintomas. Para ressaltar a importância da prevenção, dia 26 de maio, comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. O principal foco da campanha é o esclarecimento do chamado glaucoma crônico que pode se desenvolver sem sintomas e provocar perda irreversível da visão.
“O glaucoma é uma doença causada pela lesão do nervo óptico relacionada à pressão ocular alta, onde há perda de fibras nervosas”, explica o oftalmologista Hilton Medeiros, da Clínica de Olhos João Eugênio. O nervo óptico, por sua vez, é um feixe de fibras que leva a percepção visual, captada pelo olho na retina, até uma região no cérebro responsável pela formação da imagem.

Segundo o médico, o glaucoma costuma afetar pessoas acima de 35 anos. Geralmente o quadro é crônico e assintomático. “Às vezes o paciente só percebe a perda de visão quando mais de 90% das fibras já estão comprometidas. É uma doença que evolui muito rapidamente e pode causar cegueira irreversível”, esclarece o oftalmologista. Em alguns casos, a doença se manifesta subitamente e de forma aguda. Nesse caso, pode vir acompanhada de dor intensa, náuseas, vômitos, hiperemia (vermelhidão) e lacrimejamento, e baixa de visão.

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A doença é detectada por meio de exame clínico oftalmológico completo, com avaliação do nervo óptico, e exames complementares como campo visual, tonometria, paquimetria e OCT (tomografia do nervo óptico). Havendo o diagnóstico precoce, o tratamento torna-se mais eficiente.
O Glaucoma pode ser primário ou secundário a outras doenças (tumores de retina, trauma, síndromes congênitas, uso de corticóide, entre outras). O tipo primário se divide ainda em glaucoma de ângulo aberto e glaucoma de ângulo fechado. Para cada tipo de glaucoma há um tratamento diferenciado. Para os dois tipos, porém, existem colírios que aumentam a drenagem e colírios que diminuem a produção do humor aquoso. Quando não for suficiente esse tratamento tópico, recorre-se à cirurgia para criar uma via satisfatória de drenagem.

Além do aumento da pressão ocular, o glaucoma está associado a alguns fatores como idade avançada, raça negra e história familiar (parentesco principalmente entre irmãos) predispõem o indivíduo a desenvolverem esse problema.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença pode ser a responsável por 80% dos casos de cegueira nos países em desenvolvimento e, ainda segundo a organização, acomete quase quatro milhões de brasileiros.
Mais informações:
Camila Cortez – 8133-2020/ Camila Calazans – 9311-9161
Assessoras de Comunicação da Clínica de Olhos João Eugênio

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